Posts tagged ‘empreendedorismo’

Em que mês estamos?

A impressão que tenho é que 2010 começou há alguns meses. Há quem diga que 2009 foi um ano que teve seu inicio em agosto, logo após as primeiras reversões de aspectos negativos da crise financeira mundial. Mas talvez seja de outra forma: não era 2009, mas sim 2010 que estava começando.

Se repararmos bem, entramos em um novo ciclo produtivo desde o final da crise e isso ocorreu em meados do segundo semestre do ano passado. Apesar da recuperação, o ano de 2009 fechou com crescimento negativo ou próximo de zero em diversos setores e no varejo não foi diferente.

Minha sensação tem base naquelas situações quando se constatam perdas, antecipa-se o balanço e encerra-se o exercício antes da hora para realizar logo o prejuízo, afim de não contaminar os ganhos do ciclo seguinte com os resultados negativos do período anterior.

Partindo então deste ponto, 2010 já começou e não é mais novidade falar em um período de crescimento. O que já constatamos são problemas decorrentes do crescimento e que, em alguns casos, devem se agravar.

Entre “tapas e beijos”, teremos um ano produtivo, mas com gargalos e dificuldades típicos de economia emergente que somos com escassez séria de infraestrutura.

O varejo deve experimentar as seguintes situações:

  1. Crescimento de vendas, expansão de lojas e de shopping centers;
  2. Dificuldade de abastecimento em alguns itens entre eletroeletrônicos e bebidas com forte demanda prevista até o inicio da Copa do Mundo de 2010;
  3. Aumento de preços em commodities, principalmente o açúcar e cereais como arroz, feijão e conseqüentemente de outros componentes da cesta básica;
  4. Aumento das importações, sobretudo de produtos chineses por redes de super e hipermercados para incremento de categorias da área de bazar (utensílios para cozinha, por exemplo);
  5. Expansão do crédito, porém redução da taxa de juros é uma incógnita. Há operadores de cartão de crédito ligados a bandeiras varejistas que cobram 16 até 18% a.m. no rotativo! Isso é matar o cliente a sangue frio;
  6. Embora desnecessária, devemos ver o acirramento da concorrência dos planos sem juros que hoje oferece até 18 vezes nas compras de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e móveis;
  7. Certificação das primeiras lojas verdes por órgãos certificadores internacionais;
  8. Dificuldade com mão de obra desde o momento da construção até a operação da loja;
  9. Aumento de preços de material de construção, instalações e equipamentos;
  10. Novas fusões, aquisições e IPO’s.

As ações de empresas varejistas despontam na bolsa com crescimentos como de 320% (Riachuelo) e 112% (Pão de Açúcar). Isso deve incentivar o investidor a aumentar sua participação em empresas varejistas.

Conseqüentemente, a guerra por share de mercado exigirá postura mais agressiva nas aquisições. Isso provocará um rápido aumento da concentração que em alguns setores são bem mais baixos que países como o México e Chile por exemplo.

 A saída para o médio e pequeno varejo é buscar associações em centrais de negócios para identificação de sinergias e economia de escala. Dessa maneira há chances de enfrentar concorrentes de maior porte.

Mas falando em concorrência, as vendas já vão bem neste inicio de ano em varejistas globais, entretanto o resultado liquido da operação está abaixo do objetivo. Como lá fora a situação ainda é critica, os acionistas contam com as remessas de lucro provenientes do Brasil.

Assim haverá forte pressão por resultados, obrigando as redes globais a puxarem o preço ou evitarem entrar em guerra de preços com concorrentes locais o que fará a vida destes gestores um pouco mais tranqüila. Entretanto é necessário que estes, de maneira equivocada, entendam o momento e não cutuquem a fera com vara curta, mantendo seus preços em níveis competitivos (nem abaixo nem acima), pois é hora de todos ganharem e não desperdiçar tamanha  oportunidade.

2010 é quase explosivo: fim da crise, copa do mundo, ano eleitoral, enfim, tudo conspira a favor do consumo e conseqüentemente do varejo. Que seja uma explosão de bons resultados para a preparação de novos alicerces de sustentação de desenvolvimento para as próximas décadas.

Abraços e Feliz 2011, pois desejar sorte em 2010, … é pleonasmo.

 Ricardo Pastore

Consultor de Varejo e Sócio do Growbiz Group, consultoria especializada em varejo.

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1 de fevereiro de 2010 at 16:23 Deixe um comentário

NRF Big Show 2010

Com o término do NRF Big Show 2010, algumas coisas garantem seu espaço no design estrategico do varejo.

Vou falar da crise mas vou deixar para o final pois se para os americanos o impacto eh negativo, para o Brasil será positivo.

Começo pelas redes sociais. Seu impacto no varejo eh imediato afinal trata-se de uma nova modalidade de comunicacao interativa.

O desafio para os varejistas será incentivar o uso por seus funcionarios. Um gte de loja deve ser incentivado a usar o twitter para se relacionar com pessoas da comunidade próxima a loja.

O varejo multicanal eh outro tema que promete muitas modificações afinal está claro que os consumidores enxergam a empresa como um todo, não importa que seja como loja física ou virtual. Uma pesquisa muito interessante foi apresentada sobre o tema.

Quanto a crise, o estrago foi grande. Algumas fontes da indústria dos Shoppings Centers afirmam que dificilmente surgirão novas construcoes nos próximos dois anos. Como consequencia, muitos investidores migrarão seus negócios para o Brasil e isso será muito positivo para todos nos, mesmo que signifique chegada de novos concorrentes para alguns.

Como sempre, a NRF proporciona boas oportunidades de obtermos novos mas sobrrtudo ajuda-nos a ter novos insights que nos auxiliarão a inovar em nossos negócios.

 Ricardo Pastore.

27 de janeiro de 2010 at 12:42 Deixe um comentário

Fique por dentro da NFR 4/4

O varejo e a tecnologia

 A feira de exposição da NRF 2010 contou com aproximadamente 450 expositores, sendo que 95% deles estavam relacionados com tecnologia, 90% com algum tipo de solução envolvendo software e quatro patrocinadores “Premium”: IBM, Microsoft, Oracle e SAP. Isto mostra claramente a relação simbiótica entre varejo e tecnologia. Neste artigo vamos olhar primeiro o “por detrás das cortinas” para entender o que está na cabeça das empresas de tecnologia e dos varejistas, depois vamos ver o que as empresas de tecnologia estavam apresentando na feira.

Por detrás das cortinas

Vamos entender as teorias, tendências e movimentos das empresas de tecnologia e varejistas:

 Os 3 níveis de maturidade do varejo

Vários palestrantes comentaram sobre os 3 níveis de maturidade do varejo como sendo:

  • Nível 1 – Centrado em produtos – O designer criar o produto com base no seu conhecimento e percepção do mercado, e manda para o varejista vender. Não existe interação com o cliente ou com o varejista para criação do produto.
  • Nível 2 – Centrado no preço – O varejista entende que o produto não precisa ter um único preço durante toda a sua vida e começa a mudar o preço do produto mediante a época do ano, localidade da loja, serviços oferecidos, campanhas e promoções temporais.
  • Nível 3 – Centrado no cliente – O varejista começa a analisar o comportamento do consumidor identificando hábitos e preferências. Com isto o varejista pode estabelecer promoções e campanhas personalizadas para cada cliente.   

 Os 3 níveis de maturidade da tecnologia

Peter Weill é um estudioso famoso do mercado de tecnologia. Ele não esteve na NRF2010 mas sua teoria esteve presente durante todo o evento. Ele diz que a tecnologia é implementada em 3 níveis:

  • Nível 1 – infra-estrutura – impressoras fiscais, POS (ponto de venda) e TEF (transações de pagamentos eletrônicos), atendendo basicamente um requisito legal
  • Nível 2 – transações – software de gestão da loja (frente de loja e retaguarda), oferecendo basicamente um sistema contábil, financeiro e de gestão de estoques
  • Nível 3 – estratégico – este será o grande foco da tecnologia para o varejo nos próximos anos. Daqui sairão sistemas de apoio a decisões com modelos preditivos capazes de analisar o desempenho da loja, perfil e hábitos dos consumidores e recomendar preços, promoções, campanhas, alocação de funcionários, posição de produtos na loja (ou gôndolas). Neste momento, o software será um grande aliado para os negócios desempenhando um papel equivalente um grande número de excelentes especialistas.

 As 5 tecnologias que mais impactarão o varejo

  • Celulares, Smart-Phones e PDAs – que, no final, será um único equipamento
  • RFID
  • Câmeras de vídeo
  • Internet
  • SaaS (Software As A Service) – sistema pelo qual o software é oferecido pela Internet através de locação, sob demanda. Hoje, o SalesForce.com é um bom exemplo de aplicativo de automação de força de vendas oferecido em formato SaaS.

 Estas teorias e tecnologias, juntas, impactarão o varejo e o consumidor de uma forma intensa nos próximos 5 anos e foi exatamente isto que vimos nos stands dos expositores.

A tecnologia aplicada ao varejo

Ecommerce & “big brother”

Os sistemas de ecommerce registram absolutamente todos os passos que o usuário faz dentro do site e analisa o fluxo, hábitos e preferências do consumidor. Com estas informações o varejista consegue:

  • Mudar as páginas do web-site e a disposição de produtos no e-commerce de forma a aumentar a visibilidade e a propensão de compra
  • Estabelecer campanhas e oferecer promoções especiais e individualizadas para cada consumidor com base nos produtos que ele normalmente compra. Digamos que eu seja cliente de um supermercado que sabe que eu compro regularmente vinho tinto do tipo “Merlot”. Assim que eu entrar no web-site de e-commerce do supermercado ele me apresentará:

Uma promoção para comprar o vinho “merlot” chileno “compre 2 leve 3”

Um convite para participar de uma degustação especial na loja do Centro

Uma receita especial de pato que casa muito bem com o vinho que está sendo recomendado (e que é parte da minha preferência). A receita já vem com a lista de todos os ingredientes – apenas com um clique eu compro todos os ingredientes.

  • Veja como, neste contexto, faz sentido os cartões de fidelização

 Lojas “big brother”

Muitas empresas mostraram soluções diferentes de “vigiar” o consumidor dentro da loja.

Algumas soluções são baseadas em câmeras de vídeos espalhadas pela loja toda registrando passo-a-passo tudo o que o consumidor está fazendo. As imagens são analisadas por um sistema especialista que identifica:

  • Quantas pessoas entraram na loja, quantas saíram e o tempo médio de permanência de cada uma
  • Qual o fluxo das pessoas dentro da loja, quais as prateleiras e os produtos que chamaram mais atenção
  • Quanto tempo o consumidor ficou parado em frente a cada um dos produtos

Com este tipo de informação o varejista pode mudar a disposição dos produtos e criar campanhas para aumentar as vendas. Normalmente redes de lojas adotam o mesmo lay-out para todos os estabelecimentos. Agora, será que faz sentido ter a mesma disposição de produtos em lojas do Nordeste (onde é muito quente) e do Sul (onde a temperatura é bem mais baixa)?

Hoje a decisão de disposição dos produtos, e promoções, fica a cargo e responsabilidade do gerente da loja, mas será que ele faz um bom trabalho?   Será que não seria mais adequado deixar um software especialista (altamente capacitado) fazer a análise e recomendação?

Este será o futuro. Software analisando o que o consumidor faz e recomendando melhorias. Veja que estamos falando no nível 3 de maturidade da tecnologia.  

Cartões de fidelização

Como vimos no exemplo acima os cartões de fidelização começarão a fazer muito sentido. Hoje, quase não os usamos porque nunca lembramos o número ou não achamos que existe benefícios substanciais. Uma das melhores soluções que eu vi na feira. Eles criaram uma carteira digital de cartões de fidelização. É um web-site que pode ser acessado pelo seu celular. Este web-site está interconectado com web-sites de vários varejistas e centraliza os cartões de fidelização com os números e pontos. O usuário chega em um estabelecimento, liga o celular e começa a receber informações e promoções no seu celular. Na hora de pagar, vai ao caixa e mostra a tela do celular com um código de barras que foi enviado pelo web-site. O caixa lê o código de barras e sabe quais as promoções e preços que tem que aplicar para aquele determinado cliente.   

Este será o futuro. Software recomendando preços e promoções cliente-a-cliente, uma coisa que seria impossível de ser feita “na mão”. Veja que estamos falando no nível 3 de maturidade da tecnologia.  

Análise de dados e modelo preditivos

Eu tinha um chefe que falava que os consumidores não valorizam uma tecnologia se eles puderem fazer a mesma coisa “na mão”. Até pouco tempo atrás era possível gerenciar uma loja inteira “na mão”, então, a tecnologia tinha pouco valor agregado. Hoje os varejistas foram obrigados a colocar impressoras fiscais e PCs nos caixas com software coletando todas as informações de compra e venda dos produtos. Nos últimos anos estes sistemas geraram uma quantidade impressionante de dados. O mesmo aconteceu com o ecommerce. Está na hora de ir para o nível 3 de maturidade da tecnologia e usar esta grande massa de dados coletadas para “jogar a favor do varejista”. E é aqui que está centrada a maior parte das soluções de software apresentadas no evento. Vou citar apenas algumas:

  • Análise de estoque e compra – este software analisa o estoque de cada uma das lojas da rede e o histórico de venda de cada um dos produtos levando em consideração a sazonalidade de vendas. Com base nesta análise ele recomenda realocação de estoque entre lojas e reposição de estoque (compra de mercadoria). Este tipo de software é ainda mais útil para quem tem múltiplos canais de vendas. É o tipo de análise que jamais poderia ser feita “na mão”, mesmo para quem tem uma única loja. Apresentaram o caso da Orvis que conseguiu ganhos fantásticos com a implementação do software e evitando comprar produtos para uma loja enquanto o mesmo produto estava sendo “liquidado” em outra.
  • Análise de força de trabalho – este software analisa, para cada uma das lojas da rede, o histórico de vendas, movimento da loja e quadro de alocação de funcionários. Com base nesta análise o software recomenda contratações, demissões, realocação de profissionais para outras lojas, turnos de trabalho, folgas, férias e, mais importante, realocação dinâmica dentro da loja. Alguns destes softwares estão integradores com os celulares. Então, o software envia uma mensagem para o funcionário dizendo “feche o seu caixa agora e vá para o estoque ajudar na reposição de produtos”. Apresentaram o caso da Jamba Juice que conseguiu reduzir a equipe das lojas e os custos de horas extras.

 Integração de sistemas

O software de análise de dados e modelos preditivos exige acesso aos dados da empresa (ERP). Por isto, várias empresas apresentaram sistemas de integração de dados e aplicativos em diversas tecnologias e plataformas. Isto permite que o varejista possa comprar soluções novas e integrá-las com as antigas. Aqui no Brasil já temos várias empresas oferecendo boas soluções de integração de plataformas nos mais diversos modelos e preços.

O bom e velho POS

O software que vai no POS (Ponto-de-Venda, caixa ou frente-de-loja) está virando uma “commodity” , tanto que várias empresas estavam oferecendo seu produto em versão WEB, para ser acessado em regime de SaaS (Software as a Service), ou seja, nada é instalado no equipamento, o produto é acessado totalmente via Internet. Alguns produtos de POS contam com as transações e controle de caixa, estoque e reconciliação bancária. Algumas empresas oferecem a instalação e manutenção do produto totalmente de graça, cobrando apenas um taxa das transações efetuadas. É o mesmo conceito do cartão de crédito ou débito onde o lojista paga uma taxa para cada transação eletrônica. Com isto o varejista ganhará produtos melhores, mais fáceis de usar, mais baratos e com a possibilidade de tê-los atualizado constantemente com novas características e funções.

Padronização

Você, varejista, já deve ter desejado trocar o software da sua loja, mas só de pensar no trabalho e dor de cabeça que ia dar deve ter desistido…

Foi pensando nisto que surgiu a Association for Retail Technology Standards (ARTS) que está estabelecendo padrões para desenvolvimento de software, acesso e transmissão de dados, transações via celulares, e vários outros padrões. Com estes padrões, o varejista poderá utilizar o POS de um fornecedor integrador com a retaguarda de outro fornecedor, ou mesmo, trocar de software de maneira muito mais rápida e fácil. O ARTS conta com o apoio e participação de várias empresas de Tecnologia, mas ainda teremos uns bons 2 ou 3 anos para ver o resultado concreto e palpável desta iniciativa.

Terceirização da tecnologia

Muitas empresas de tecnologia estão oferecendo serviços de terceirização de infra-estrutura. Ao invés de comprar a tecnologia o varejista passa a ter a opção de alugar os PCs, servidores, impressoras, software, rede e todo o resto da tecnologia. E até mais, pode deixar os servidores em um data-center também terceirizado. Desta forma, o varejista faz USO da tecnologia, mas não precisa de se preocupar com a manutenção, backup ou contingência. Aqui no Brasil as grandes cadeias como Magazine Luiza e WalMart já terceirizaram parte de sua infra-estrutura tecnológica reduzindo custos e ganhando eficiência. Agora esta mesma oferta passa a estar disponível para clientes de porte menor.

Ecommerce com informação

Os consumidores hoje buscam o ecommerce como uma forma diferenciada de fazer suas compras e querem ter uma experiência onde consigam buscar muitas informações sobre o produto que está sendo oferecido. Informações que normalmente não são oferecidas na loja. Os varejistas começam a disponibilizar a história de como os produtos foram pensados, criados e fabricados. Publicam quem consumindo os produtos e abrem a possibilidade para que os usuários conversem entre si compartilhando suas experiências.

 Comunidades e redes sociais

Serão os grandes aliados para os sites de ecommerce. Muitos web-sites americanos já estão interligados com o FaceBook, Twitter, YouTube e blogs. Desta forma o cliente está buscando, por exemplo, um “relógio de pulso” e antes de efetuar a compra ele pode falar com pessoas que já compraram ou analisaram a compra do produto.

Estudo da AERO

Estudo feito em 30 países o AERO (Achieving Excellence in Retail Operations) concluiu:

  • A maioria dos varejistas se preocupa em registrar as transações, mas não o perfil comportamental do cliente, portanto, perdem eficiência
  • Quase 40% dos varejistas com cartões de fidelidade não utilizam os dados coletados para coisa alguma
  • Os varejistas mais bem sucedidos são aqueles que têm um plano estratégico e que implementam software de indicadores de desempenho para controlar a execução do plano
  • Os varejistas não fazem promoções-relâmpago simplesmente porque não tem sistemas para apoiar suas decisões
  • Varejistas com eficiência no estoque são aqueles que têm software com criação de regras
  • Existem muitas alternativas para reduzir os custos de operação de uma loja e o software é quem pode ajudar
  • Embora os varejistas saibam que a tecnologia pode ser um grande aliado e diferencial competitivo, eles continuam querendo investir pouco e comprar tecnologia barata.

E…tem as soluções para “sair na foto”

Como em qualquer feira, sempre tem um monte de soluções que atraem a atenção de fotógrafos e curiosos, mas que estão longe de ter uma aplicação em escala no mercado. Nesta linha tínhamos:

  • Uma câmera que tira a foto do cliente, joga para um telão enorme e permite que o cliente arraste peças de roupa (virtuais) da loja para “se vestir”…
  • Uma prateleira de supermercado com balança acoplada. O cliente tira um produto da prateleira e ela avisa o sistema. Então você sabe exatamente quantos produtos tem nas gôndolas…
  • Um kiosk onde você coloca o pé em uma plataforma, o laser scaneia seu pé e você pode pedir, pelo site, uma palmilha de sapato feita sob medida para seu pé…

 Vídeos dos participantes

Veja alguns vídeos gravados pelos participantes do Grupo da GrowBiz/J2B em:

http://nrf2010blog.com.br/

Acesse as demais newsletters em:

http://www.growbiz.com.br/freezone.htm

(*) Esta newsletter foi escrita com base na opinião pessoal dos profissionais que participaram do grupo da GrowBiz que visitou a NRF, agregando seu conhecimento e experiência.

Nós da GrowBiz / Cherto valorizamos muito nossa relação com você e estamos enviando este email porque acreditamos que o conteúdo seja relevante tanto para você quanto para sua empresa. Se você não quiser mais receber os nossos emails clique aqui ou no link “Sair da Lista” abaixo.

26 de janeiro de 2010 at 12:10 Deixe um comentário

Marketing para empreendedores

Hoje saio um pouco fora dos temas de varejo para ampliar o foco para o marketing utilizado por empreendedores em todos os ramos e não apenas do varejo.

Se no varejo o empreendedor coloca todas as suas atenções na loja ou em que vai vender – produtos ou serviços, os demais empreendedores apostam cegamente no que criaram e acham que o mundo vai compreender a sua genialidade.

Não quero parecer ácido pelo contrário; se há um ser que merece todo o apoio é o empreendedor, porém cabe a ele muito empenho não apenas naquilo em que tem mais domínio, mas também nas outras áreas de conhecimento que envolverá o seu projeto e entre elas está o marketing.

O marketing se encarregará em viabilizar a ida do produto de sua genialidade até as mãos do cliente, seja ele pessoa física ou jurídica. É, esse pequeno detalhe chamado cliente.

O marketing como área de conhecimento, evoluiu muito nos últimos anos e apresenta metodologia de fácil aplicação, porém exige do usuário disciplina e busca de informações para alimentar o processo que, ao final, constituirá um plano de marketing.

Os planos de marketing exigem muito da fase inicial, a etapa que ajuda a diagnosticar o mercado onde se pretende atuar. Se o empreendedor não levar a sério esta etapa, pode complicar muito a venda de seu tão sonhado produto e amargar um duro aprendizado e frustrações.

Com a complexidade do mercado afetado cada vez mais por questões globais, a fase inicial de construção de cenários deve merecer total atenção do empreendedor para, a partir daí, construir um plano de ação preciso e objetivo. Nesta segunda fase, tratamos das características do produto ou serviço (hoje muito mais uma solução com custo beneficio claro para o cliente), preço, comunicação com o mercado e distribuição, ou seja, os famosos 4 P’s.

Muitos programas incentivam surgimento de empreendedores e a grande parte exige o plano de negócios que entre outras etapas, inclui o plano de marketing. Portanto não subestime tempo ou energia para o planejamento, pois este será tão ou mais importante que a inovação que está prestes a chegar ao mercado pelas mãos do empreendedor. Bom trabalho!
Ricardo Pastore

26 de novembro de 2009 at 17:00 Deixe um comentário

Esforço não é resultado

Muitas empresas estão cheias de gente que acredita que o importante é desempenhar as tarefas que lhe são atribuídas. Lamento informar, mas não é. O importante é gerar os resultados pretendidos. E ESFORÇO não significa RESULTADO.

O fato é que muita gente confunde EXECUTAR com FAZER. Pelo uso inadequado, certas palavras vão perdendo seu sentido original. E, de vez em quando, é bom resgatar seu verdadeiro significado.

Executar vem do Latim “ex-sequire”, que significa “seguir até o fim”. É daí que vem a palavra (hoje em desuso) “exéquias”, que significa enterro ou sepultamento. Ou seja: realmente “acompanhar até o fim”.

Portanto, aquele a quem se atribui a EXECUÇÃO de uma tarefa deveria acompanhá-la até que gere o RESULTADO que dela se espera. Pode, ou não, delegar a tarefa em si, mas não a responsabilidade de seguí-la até o fim, assegurando que o tal resultado seja produzido.
Marcelo Cherto

26 de novembro de 2009 at 9:00 Deixe um comentário

Confissões

Desde que estourou a crise global, deixei de dar atenção a previsões de economistas. Primeiro, porque estou convencido de que a grande maioria insiste em utilizar instrumentos de ciências exatas para praticar uma ciência que não tem nada de exata.

Meus anos de janela e as muitas crises pelas quais já passei me ensinaram que a Economia tem muito mais a ver com a Biologia do que com a Física ou a Matemática. O mundo econômico é um sistema complexo, assim como a internet, a Floresta Amazônica e uma cultura de vírus. E num sistema complexo, 1 + 1 tanto pode ser igual a 2, como pode ser igual a 4 ou a 14. Uma pequena alteração no comportamento ou na estrutura de um agente secundário pode levar a resultados muito diferentes dos inicialmente previstos.

Além disso, concluí que ouvir os Delfins, Mendonças e que tais interfere negativamente na minha capacidade de tomar decisões com a velocidade e a objetividade que o momento requer.

Um empresário ou executivo precisa fazer rapidamente o que resolve, atuando sobre aquilo que consegue controlar. Não pode permitir que aquilo que não pode fazer o impeça de fazer o que pode fazer.

Se não dá (como, de fato, não dá) para mudar a direção ou a velocidade dos ventos, cada um precisa ajustar rapidamente as próprias velas.

Marcelo Cherto

24 de novembro de 2009 at 17:00 Deixe um comentário

Vencer tem muito a ver com atitude

Uns 15 anos atrás, visitei Bud Hadfield, fundador da Kwik Kopy, na sede da sua empresa, no local que havia sido uma fazenda de gado, na periferia de Dallas, no Texas, onde ele mandou construir uma réplica do Forte Álamo. Levei comigo um grupo de franqueadores brasileiros, para realizar o que chamamos de “Visita de Benchmarking”. Na época, Bud tinha uns 72 ou 73 anos de idade, mas mantinha uma energia invejável e me tornei seu fã. Nos demos muito bem e, poucas horas depois de nos conhecermos, já parecíamos amigos de infância, muito embora, naquela altura, eu tivesse pouco mais da metade da sua idade.
Ao nos despedirmos, ele meu deu um exemplar autografado de seu livro “Wealth Within Reach” ou Riqueza ao Alcance, que eu vim lendo no avião. Gostei tanto do texto que cheguei a São Paulo decidido a criar uma editora para traduzir e publicar aquela obra aqui no Brasil. Hoje em dia estou bem menos atirado e não saio criando negócios assim, na base do impulso. Sou ousado, mas não sou mais tão atirado. Mas aqueles eram outros tempos…
Portanto, chegando ao Brasil, criei a Editora Cherto, de saudosa memória. Isto é: saudosa para mim. Lançamos o livro do Bud, (com o infeliz título “Sucesso ao seu alcance”) e mais uns cinco ou seis, incluindo um escrito pelo Professor Scott Shane, na época um professor pouco conhecido da também pouco conhecida Geórgia Tech, que logo em seguida foi contratado pelo poderoso e prestigioso M.I.T. e se tornou uma grande estrela. A maioria de nossos livros, aliás, alcançou sucesso de crítica. Mas não de público. E muito menos sucesso financeiro. As vendas eram baixas e as margens, diminutas. E, assim, jamais consegui ganhar dinheiro com esse negócio.
É que, apesar de ótimos, os livros eram poucos. O que, combinado com as tiragens baixas, nos impedia de alcançar uma escala mínima para nos viabilizarmos como editora. E nesse negócio de editora, como em outros, escala é o nome do jogo. Isso sem falar nas agruras da distribuição. Meu Deus! Como apanhamos na mão dos distribuidores!
Como esse não era – nem jamais teve a intenção de ser – meu negócio principal, resolvi pular fora e liquidar a editora antes que ela me liquidasse, criando problemas ainda mais graves do que os fios de cabelos brancos que me deixou.
Seja como for, o livro do meu amigo Bud continua genial. Está esgotado e você hoje só o encontra em sebos, como o Estante Virtual. Em minhas mãos, sobrou um único exemplar, do qual volta e meia releio trechos. E do qual sempre extraio lições interessantes. Até porque a própria vida de Bud Hadfield foi muito interessante.
Você consegue imaginar um sujeito que, antes de fazer sucesso nos negócios, quebrou oito vezes, em oito ramos diferentes? Pois ele quebrou. Quebrou mesmo, faliu! Mas sempre encontrou forças para recomeçar. Nada do que ele fez deu muito certo, até que, aos 44 anos de idade, fundou a Kwik Copy, que viria a se tornar uma das maiores redes de gráficas rápidas do mundo. E ele se tornou um cara muito rico.
No livro, uma das coisas que Bud diz – e na qual acredito piamente – é que vencer é um hábito. E, infelizmente, perder também é. Ou seja: vencer ou perder tem mais a ver com atitude do que com sorte ou outros fatores alheios à sua vontade.
Diga aí, caro leitor: qual tem sido sua atitude perante a vida e os problemas e oportunidades que ela lhe apresenta?
Marcelo Cherto

23 de novembro de 2009 at 9:00 Deixe um comentário

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