Posts tagged ‘oportunidades’

Em que mês estamos?

A impressão que tenho é que 2010 começou há alguns meses. Há quem diga que 2009 foi um ano que teve seu inicio em agosto, logo após as primeiras reversões de aspectos negativos da crise financeira mundial. Mas talvez seja de outra forma: não era 2009, mas sim 2010 que estava começando.

Se repararmos bem, entramos em um novo ciclo produtivo desde o final da crise e isso ocorreu em meados do segundo semestre do ano passado. Apesar da recuperação, o ano de 2009 fechou com crescimento negativo ou próximo de zero em diversos setores e no varejo não foi diferente.

Minha sensação tem base naquelas situações quando se constatam perdas, antecipa-se o balanço e encerra-se o exercício antes da hora para realizar logo o prejuízo, afim de não contaminar os ganhos do ciclo seguinte com os resultados negativos do período anterior.

Partindo então deste ponto, 2010 já começou e não é mais novidade falar em um período de crescimento. O que já constatamos são problemas decorrentes do crescimento e que, em alguns casos, devem se agravar.

Entre “tapas e beijos”, teremos um ano produtivo, mas com gargalos e dificuldades típicos de economia emergente que somos com escassez séria de infraestrutura.

O varejo deve experimentar as seguintes situações:

  1. Crescimento de vendas, expansão de lojas e de shopping centers;
  2. Dificuldade de abastecimento em alguns itens entre eletroeletrônicos e bebidas com forte demanda prevista até o inicio da Copa do Mundo de 2010;
  3. Aumento de preços em commodities, principalmente o açúcar e cereais como arroz, feijão e conseqüentemente de outros componentes da cesta básica;
  4. Aumento das importações, sobretudo de produtos chineses por redes de super e hipermercados para incremento de categorias da área de bazar (utensílios para cozinha, por exemplo);
  5. Expansão do crédito, porém redução da taxa de juros é uma incógnita. Há operadores de cartão de crédito ligados a bandeiras varejistas que cobram 16 até 18% a.m. no rotativo! Isso é matar o cliente a sangue frio;
  6. Embora desnecessária, devemos ver o acirramento da concorrência dos planos sem juros que hoje oferece até 18 vezes nas compras de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e móveis;
  7. Certificação das primeiras lojas verdes por órgãos certificadores internacionais;
  8. Dificuldade com mão de obra desde o momento da construção até a operação da loja;
  9. Aumento de preços de material de construção, instalações e equipamentos;
  10. Novas fusões, aquisições e IPO’s.

As ações de empresas varejistas despontam na bolsa com crescimentos como de 320% (Riachuelo) e 112% (Pão de Açúcar). Isso deve incentivar o investidor a aumentar sua participação em empresas varejistas.

Conseqüentemente, a guerra por share de mercado exigirá postura mais agressiva nas aquisições. Isso provocará um rápido aumento da concentração que em alguns setores são bem mais baixos que países como o México e Chile por exemplo.

 A saída para o médio e pequeno varejo é buscar associações em centrais de negócios para identificação de sinergias e economia de escala. Dessa maneira há chances de enfrentar concorrentes de maior porte.

Mas falando em concorrência, as vendas já vão bem neste inicio de ano em varejistas globais, entretanto o resultado liquido da operação está abaixo do objetivo. Como lá fora a situação ainda é critica, os acionistas contam com as remessas de lucro provenientes do Brasil.

Assim haverá forte pressão por resultados, obrigando as redes globais a puxarem o preço ou evitarem entrar em guerra de preços com concorrentes locais o que fará a vida destes gestores um pouco mais tranqüila. Entretanto é necessário que estes, de maneira equivocada, entendam o momento e não cutuquem a fera com vara curta, mantendo seus preços em níveis competitivos (nem abaixo nem acima), pois é hora de todos ganharem e não desperdiçar tamanha  oportunidade.

2010 é quase explosivo: fim da crise, copa do mundo, ano eleitoral, enfim, tudo conspira a favor do consumo e conseqüentemente do varejo. Que seja uma explosão de bons resultados para a preparação de novos alicerces de sustentação de desenvolvimento para as próximas décadas.

Abraços e Feliz 2011, pois desejar sorte em 2010, … é pleonasmo.

 Ricardo Pastore

Consultor de Varejo e Sócio do Growbiz Group, consultoria especializada em varejo.

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1 de fevereiro de 2010 at 16:23 Deixe um comentário

NRF Big Show 2010

Com o término do NRF Big Show 2010, algumas coisas garantem seu espaço no design estrategico do varejo.

Vou falar da crise mas vou deixar para o final pois se para os americanos o impacto eh negativo, para o Brasil será positivo.

Começo pelas redes sociais. Seu impacto no varejo eh imediato afinal trata-se de uma nova modalidade de comunicacao interativa.

O desafio para os varejistas será incentivar o uso por seus funcionarios. Um gte de loja deve ser incentivado a usar o twitter para se relacionar com pessoas da comunidade próxima a loja.

O varejo multicanal eh outro tema que promete muitas modificações afinal está claro que os consumidores enxergam a empresa como um todo, não importa que seja como loja física ou virtual. Uma pesquisa muito interessante foi apresentada sobre o tema.

Quanto a crise, o estrago foi grande. Algumas fontes da indústria dos Shoppings Centers afirmam que dificilmente surgirão novas construcoes nos próximos dois anos. Como consequencia, muitos investidores migrarão seus negócios para o Brasil e isso será muito positivo para todos nos, mesmo que signifique chegada de novos concorrentes para alguns.

Como sempre, a NRF proporciona boas oportunidades de obtermos novos mas sobrrtudo ajuda-nos a ter novos insights que nos auxiliarão a inovar em nossos negócios.

 Ricardo Pastore.

27 de janeiro de 2010 at 12:42 Deixe um comentário

Ser grande e o que mais?

Há de fato uma grande expectativa de expansão para a indústria do varejo em 2010. Diante deste cenário, cabe perguntar o que as empresas varejistas nacionais pensam diante da perspectiva de crescimento?

Diante desta expectativa a empresa varejista deve almejar não apenas o crescimento numérico e geográfico, mas também o de imagem de líder. Isso é importante para futuras disputas entre aqueles que apenas cresceram e outros que, além de crescer agregam valor ao cliente.

A imagem de liderança é construída por empresas que participam do mercado de maneira proativa, engajando-se em questões que muitas vezes superam sua posição meramente comercial. O consumidor pede mais. Ele quer saber o que se passa dentro da empresa, quais seus pensamentos para o futuro e como se posiciona diante de assuntos diversos.

Liderar em tamanho não basta! Temos que construir um varejo líder em idéias para podermos enfrentar as novidades que vêm de fora. Espalhar lojas pelas cidades brasileiras significa levar produtos, serviços, atitude de colaboração e ajuda àquela localidade de alguma maneira. Pagar impostos e gerar empregos é obrigação. Oferecer descontos e preço baixo está ficando cada vez mais comum. Como diferenciar-se?

À medida que sue empresa for reconhecida pelos consumidores como aquela que agrega mais valor, merecerá a preferência destes. Porém se sua loja for escolhida por falta de alternativas, os clientes migrarão assim que houver novas oportunidades.

A partir deste ano, com o final da crise global e diante de uma nova fase de expansão, estaremos diante de um consumidor disposto a gastar mais sim, entretanto desde que perceba valor em seu gasto. Está na hora, portanto de investir mais na geração de valor, crescer qualitativamente, liderar pelas idéias e garantir a longevidade para suas lojas.

RICARDO PASTORE.

6 de janeiro de 2010 at 16:27 Deixe um comentário

Céu limpo e sol à vista

Hoje ouvi o comentário da Miriam Leitão no rádio. Ela disse que pela primeira vez consegue ver boas e más notícias, antes eram apenas más notícias. Teremos céu limpo e sol à vista e graças a Deus, hoje a previsão do tempo é confiável.

Aparentemente o furacão “Crise Econômica” passou. Teve um efeito devastador em algumas empresas e foi apenas um ventinho para outras. Algumas empresas ainda serão impactadas mas não se espera mais um efeito drástico.

Agora, é a hora da reconstrução. E será uma grande corrida entre as empresas para fazer e executar o planejamento com ações para a empresa crescer e ocupar mercado mais rápido do que a concorrência. O momento exige que pensemos “fora da caixa” com muita criatividade.

Ter criatividade não é sentar “no trono” com pose de “pensador” e falar: “Agora terei uma idéia criativa”. Ter criatividade é olhar além “do seu umbigo”, saber o que está acontecendo ao seu redor e os impactos que o ambiente terá na sua empresa e no seu trabalho. Tem de olhar o que está acontecendo com seus clientes, fornecedores, distribuidores, concorrentes e parceiros. Identificar movimentos e tendências, pontos fortes e fracos de cada um deles, listar as oportunidades e ameaças. Agora sim, dado esse contexto, aplicar a criatividade. Nisso sim, o brasileiro é bom – ter criatividade em um cenário e contexto bem determinados.

Criatividade sem planejamento é papo de botequim. Planeje, execute, cresça e ocupe o mercado.
Dagoberto Hajjar

27 de novembro de 2009 at 13:00 Deixe um comentário

Achados e Perdidos

Nas últimas duas semanas recebi vários telefonemas de empresas estrangeiras, de todos os portes, interessadas em buscar parceiros, revendas ou representantes no Brasil. Este movimento era esperado, os telefonemas apenas sinalizam o começo efetivo de uma grande onda que inundará o Brasil.

O Brasil, antes da crise, já se mostrava extremamente promissor e despertava o interesse das empresas estrangeiras. Com a crise, o mundo mergulhou em um caos e o Brasil se manteve em uma posição privilegiada.

Este interesse cria uma nova oferta de trabalho ao mercado: a corretagem. Empresas que possam intermediar e “casar” os interesses das empresas estrangeiras e das brasileiras. São empresas que têm que identificar, junto ao cliente estrangeiro, qual seria o perfil ideal para sua “noiva”. O próximo passo é olhar para as cerca de 500.000 empresas brasileiras candidatas a potenciais “noivas” e descobrir qual a que tem o perfil mais próximo ao desejado. É como uma grande “agência de casamentos”. Em alguns casos o perfil desejado é muito específico e a atividade de busca é como encontrar uma agulha em um palheiro.

Para o mercado brasileiro será uma “janela de oportunidade” impressionante e as empresas que forem “achadas” terão grande crescimento e diferencial competitivo. As empresas que não forem “achadas” perderão uma grande oportunidade de receita e crescimento.

Minha recomendação: aproveite esta onda. Candidate-se em agências de matrimônio. Facilite o trabalho do “corretor”, seja “achado” e ganhe dinheiro com isto.
Dagoberto Hajjar

25 de novembro de 2009 at 17:00 Deixe um comentário

Onde tem fumaça tem incêndio

Oracle compra a SUN. E o mercado de M&A (fusões e aquisições) volta a aquecer.

Para quem trabalha com M&A a notícia da compra da SUN pela Oracle não foi exatamente uma novidade. Na verdade, em Setembro de 2008 já havia saído uma série de “fofocas” falando da potencial aquisição. A Oracle se consolida, no mercado, como líder em software empresarial e grande compradora de empresas neste segmento.

Quem trabalha com M&A sabe “onde tem fumaça tem fogo” e a fumaça diz que a Oracle fará uma nova grande compra…uma empresa de ERP…a fumaça dizia que a compra seria anunciada neste mês, mas com a compra da SUN espera-se que o anúncio da empresa de ERP saia em 3 meses.

A crise potencializa a oportunidade de compra de algumas empresas. A consolidação do mercado acontecerá mais rápido. E o canal, aqui no Brasil, passará por uma “ebulição” jamais vista. Se você é empresário do ramo de TI é hora de começar a ler as fumaças que estão por ai. Ser “pego de calça curta” é a pior coisa para um empresário.
Dagoberto Hajjar

25 de novembro de 2009 at 9:00 Deixe um comentário

Vencer tem muito a ver com atitude

Uns 15 anos atrás, visitei Bud Hadfield, fundador da Kwik Kopy, na sede da sua empresa, no local que havia sido uma fazenda de gado, na periferia de Dallas, no Texas, onde ele mandou construir uma réplica do Forte Álamo. Levei comigo um grupo de franqueadores brasileiros, para realizar o que chamamos de “Visita de Benchmarking”. Na época, Bud tinha uns 72 ou 73 anos de idade, mas mantinha uma energia invejável e me tornei seu fã. Nos demos muito bem e, poucas horas depois de nos conhecermos, já parecíamos amigos de infância, muito embora, naquela altura, eu tivesse pouco mais da metade da sua idade.
Ao nos despedirmos, ele meu deu um exemplar autografado de seu livro “Wealth Within Reach” ou Riqueza ao Alcance, que eu vim lendo no avião. Gostei tanto do texto que cheguei a São Paulo decidido a criar uma editora para traduzir e publicar aquela obra aqui no Brasil. Hoje em dia estou bem menos atirado e não saio criando negócios assim, na base do impulso. Sou ousado, mas não sou mais tão atirado. Mas aqueles eram outros tempos…
Portanto, chegando ao Brasil, criei a Editora Cherto, de saudosa memória. Isto é: saudosa para mim. Lançamos o livro do Bud, (com o infeliz título “Sucesso ao seu alcance”) e mais uns cinco ou seis, incluindo um escrito pelo Professor Scott Shane, na época um professor pouco conhecido da também pouco conhecida Geórgia Tech, que logo em seguida foi contratado pelo poderoso e prestigioso M.I.T. e se tornou uma grande estrela. A maioria de nossos livros, aliás, alcançou sucesso de crítica. Mas não de público. E muito menos sucesso financeiro. As vendas eram baixas e as margens, diminutas. E, assim, jamais consegui ganhar dinheiro com esse negócio.
É que, apesar de ótimos, os livros eram poucos. O que, combinado com as tiragens baixas, nos impedia de alcançar uma escala mínima para nos viabilizarmos como editora. E nesse negócio de editora, como em outros, escala é o nome do jogo. Isso sem falar nas agruras da distribuição. Meu Deus! Como apanhamos na mão dos distribuidores!
Como esse não era – nem jamais teve a intenção de ser – meu negócio principal, resolvi pular fora e liquidar a editora antes que ela me liquidasse, criando problemas ainda mais graves do que os fios de cabelos brancos que me deixou.
Seja como for, o livro do meu amigo Bud continua genial. Está esgotado e você hoje só o encontra em sebos, como o Estante Virtual. Em minhas mãos, sobrou um único exemplar, do qual volta e meia releio trechos. E do qual sempre extraio lições interessantes. Até porque a própria vida de Bud Hadfield foi muito interessante.
Você consegue imaginar um sujeito que, antes de fazer sucesso nos negócios, quebrou oito vezes, em oito ramos diferentes? Pois ele quebrou. Quebrou mesmo, faliu! Mas sempre encontrou forças para recomeçar. Nada do que ele fez deu muito certo, até que, aos 44 anos de idade, fundou a Kwik Copy, que viria a se tornar uma das maiores redes de gráficas rápidas do mundo. E ele se tornou um cara muito rico.
No livro, uma das coisas que Bud diz – e na qual acredito piamente – é que vencer é um hábito. E, infelizmente, perder também é. Ou seja: vencer ou perder tem mais a ver com atitude do que com sorte ou outros fatores alheios à sua vontade.
Diga aí, caro leitor: qual tem sido sua atitude perante a vida e os problemas e oportunidades que ela lhe apresenta?
Marcelo Cherto

23 de novembro de 2009 at 9:00 Deixe um comentário

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