Posts tagged ‘Varejo’

Inovar para crescer

Um risco grave que o varejista pode enfrentar neste momento de expansão da economia esquecer de inovar.

Em uma fase de expansão podemos incorrer no erro de repetir fórmulas do passado afinal os negócios crescem rapidamente e exigem agilidade.

Entretanto, em fase de expansão todos crescem mas só alguns vão crescer e agregar valor aos seus clientes. A inovação resolve isso.

Mas afinal, o que inovação? Inovação é criar algo novo em sua loja. Não precisa ser uma loja totalmente nova mas pode ser em parte dela.

Entretanto, só se considera inovação aquilo que modificou para melhor e que é capaz de gerar melhores resultados. Óbvio! sem dinheiro novo não adianta inovar.

A inovação vai garantir ao varejista uma posição mais segura no futuro breve, menos vulnerável a concorrência e mais alinhada ás mudanças do comportamento dos consumidores.

Crescer repetindo as mesmas fórmulas atuais vai obrigar o varejista a garantir seu espaço no mercado as custas de descontos e preços baixos. Não que isso perdeu a importância mas depender apenas de preço baixo é obrigar o varejista a trabalhar com margens extremamente baixas, comprometendo seu desenvolvimento no futuro.

Até a próxima.

Ricardo Pastore
Consultor de Varejo e Sócio do Growbiz Group, consultoria especializada em varejo.

15 de março de 2010 at 18:46 Deixe um comentário

Em que mês estamos?

A impressão que tenho é que 2010 começou há alguns meses. Há quem diga que 2009 foi um ano que teve seu inicio em agosto, logo após as primeiras reversões de aspectos negativos da crise financeira mundial. Mas talvez seja de outra forma: não era 2009, mas sim 2010 que estava começando.

Se repararmos bem, entramos em um novo ciclo produtivo desde o final da crise e isso ocorreu em meados do segundo semestre do ano passado. Apesar da recuperação, o ano de 2009 fechou com crescimento negativo ou próximo de zero em diversos setores e no varejo não foi diferente.

Minha sensação tem base naquelas situações quando se constatam perdas, antecipa-se o balanço e encerra-se o exercício antes da hora para realizar logo o prejuízo, afim de não contaminar os ganhos do ciclo seguinte com os resultados negativos do período anterior.

Partindo então deste ponto, 2010 já começou e não é mais novidade falar em um período de crescimento. O que já constatamos são problemas decorrentes do crescimento e que, em alguns casos, devem se agravar.

Entre “tapas e beijos”, teremos um ano produtivo, mas com gargalos e dificuldades típicos de economia emergente que somos com escassez séria de infraestrutura.

O varejo deve experimentar as seguintes situações:

  1. Crescimento de vendas, expansão de lojas e de shopping centers;
  2. Dificuldade de abastecimento em alguns itens entre eletroeletrônicos e bebidas com forte demanda prevista até o inicio da Copa do Mundo de 2010;
  3. Aumento de preços em commodities, principalmente o açúcar e cereais como arroz, feijão e conseqüentemente de outros componentes da cesta básica;
  4. Aumento das importações, sobretudo de produtos chineses por redes de super e hipermercados para incremento de categorias da área de bazar (utensílios para cozinha, por exemplo);
  5. Expansão do crédito, porém redução da taxa de juros é uma incógnita. Há operadores de cartão de crédito ligados a bandeiras varejistas que cobram 16 até 18% a.m. no rotativo! Isso é matar o cliente a sangue frio;
  6. Embora desnecessária, devemos ver o acirramento da concorrência dos planos sem juros que hoje oferece até 18 vezes nas compras de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e móveis;
  7. Certificação das primeiras lojas verdes por órgãos certificadores internacionais;
  8. Dificuldade com mão de obra desde o momento da construção até a operação da loja;
  9. Aumento de preços de material de construção, instalações e equipamentos;
  10. Novas fusões, aquisições e IPO’s.

As ações de empresas varejistas despontam na bolsa com crescimentos como de 320% (Riachuelo) e 112% (Pão de Açúcar). Isso deve incentivar o investidor a aumentar sua participação em empresas varejistas.

Conseqüentemente, a guerra por share de mercado exigirá postura mais agressiva nas aquisições. Isso provocará um rápido aumento da concentração que em alguns setores são bem mais baixos que países como o México e Chile por exemplo.

 A saída para o médio e pequeno varejo é buscar associações em centrais de negócios para identificação de sinergias e economia de escala. Dessa maneira há chances de enfrentar concorrentes de maior porte.

Mas falando em concorrência, as vendas já vão bem neste inicio de ano em varejistas globais, entretanto o resultado liquido da operação está abaixo do objetivo. Como lá fora a situação ainda é critica, os acionistas contam com as remessas de lucro provenientes do Brasil.

Assim haverá forte pressão por resultados, obrigando as redes globais a puxarem o preço ou evitarem entrar em guerra de preços com concorrentes locais o que fará a vida destes gestores um pouco mais tranqüila. Entretanto é necessário que estes, de maneira equivocada, entendam o momento e não cutuquem a fera com vara curta, mantendo seus preços em níveis competitivos (nem abaixo nem acima), pois é hora de todos ganharem e não desperdiçar tamanha  oportunidade.

2010 é quase explosivo: fim da crise, copa do mundo, ano eleitoral, enfim, tudo conspira a favor do consumo e conseqüentemente do varejo. Que seja uma explosão de bons resultados para a preparação de novos alicerces de sustentação de desenvolvimento para as próximas décadas.

Abraços e Feliz 2011, pois desejar sorte em 2010, … é pleonasmo.

 Ricardo Pastore

Consultor de Varejo e Sócio do Growbiz Group, consultoria especializada em varejo.

1 de fevereiro de 2010 at 16:23 Deixe um comentário

NRF Big Show 2010

Com o término do NRF Big Show 2010, algumas coisas garantem seu espaço no design estrategico do varejo.

Vou falar da crise mas vou deixar para o final pois se para os americanos o impacto eh negativo, para o Brasil será positivo.

Começo pelas redes sociais. Seu impacto no varejo eh imediato afinal trata-se de uma nova modalidade de comunicacao interativa.

O desafio para os varejistas será incentivar o uso por seus funcionarios. Um gte de loja deve ser incentivado a usar o twitter para se relacionar com pessoas da comunidade próxima a loja.

O varejo multicanal eh outro tema que promete muitas modificações afinal está claro que os consumidores enxergam a empresa como um todo, não importa que seja como loja física ou virtual. Uma pesquisa muito interessante foi apresentada sobre o tema.

Quanto a crise, o estrago foi grande. Algumas fontes da indústria dos Shoppings Centers afirmam que dificilmente surgirão novas construcoes nos próximos dois anos. Como consequencia, muitos investidores migrarão seus negócios para o Brasil e isso será muito positivo para todos nos, mesmo que signifique chegada de novos concorrentes para alguns.

Como sempre, a NRF proporciona boas oportunidades de obtermos novos mas sobrrtudo ajuda-nos a ter novos insights que nos auxiliarão a inovar em nossos negócios.

 Ricardo Pastore.

27 de janeiro de 2010 at 12:42 Deixe um comentário

Ser grande e o que mais?

Há de fato uma grande expectativa de expansão para a indústria do varejo em 2010. Diante deste cenário, cabe perguntar o que as empresas varejistas nacionais pensam diante da perspectiva de crescimento?

Diante desta expectativa a empresa varejista deve almejar não apenas o crescimento numérico e geográfico, mas também o de imagem de líder. Isso é importante para futuras disputas entre aqueles que apenas cresceram e outros que, além de crescer agregam valor ao cliente.

A imagem de liderança é construída por empresas que participam do mercado de maneira proativa, engajando-se em questões que muitas vezes superam sua posição meramente comercial. O consumidor pede mais. Ele quer saber o que se passa dentro da empresa, quais seus pensamentos para o futuro e como se posiciona diante de assuntos diversos.

Liderar em tamanho não basta! Temos que construir um varejo líder em idéias para podermos enfrentar as novidades que vêm de fora. Espalhar lojas pelas cidades brasileiras significa levar produtos, serviços, atitude de colaboração e ajuda àquela localidade de alguma maneira. Pagar impostos e gerar empregos é obrigação. Oferecer descontos e preço baixo está ficando cada vez mais comum. Como diferenciar-se?

À medida que sue empresa for reconhecida pelos consumidores como aquela que agrega mais valor, merecerá a preferência destes. Porém se sua loja for escolhida por falta de alternativas, os clientes migrarão assim que houver novas oportunidades.

A partir deste ano, com o final da crise global e diante de uma nova fase de expansão, estaremos diante de um consumidor disposto a gastar mais sim, entretanto desde que perceba valor em seu gasto. Está na hora, portanto de investir mais na geração de valor, crescer qualitativamente, liderar pelas idéias e garantir a longevidade para suas lojas.

RICARDO PASTORE.

6 de janeiro de 2010 at 16:27 Deixe um comentário

Ricardo Pastore fala à Globo News sobre a fusão entre Pão de Açúcar e Casas Bahia.

Ricardo Pastore, sócio da GrowBiz e Coordenador do Núcleo de Estudos do Varejo da ESPM, fala em entrevista à Globo News sobre os possíveis impactos, no varejo brasileiro, da compra das Casas Bahia pelo Grupo Pão de Açúcar.

Continue Reading 7 de dezembro de 2009 at 19:29 Deixe um comentário

Ricardo Pastore fala de Marketing de Varejo ao HSM Podcasting

Ricardo Pastore, sócio da GrowBiz e Coordenador do Núcleo de Estudos do Varejo da ESPM, falou sobre Marketing para o Varejo ao HSM Podcasting durante a Expo Management 2009.

Continue Reading 4 de dezembro de 2009 at 13:06 Deixe um comentário

Última chance para participar da Convenção da NRF 2010

No Brasil, independente do ramo ou produto, mais de 80% das decisões de compra são tomadas pelo consumidor no ponto de venda. Por isso, ter seus produtos no ponto certo, com o layout certo, as cores certas, o visual merchandising certo, não é apenas bom para a maioria das empresas. É fundamental!!! Pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso. Ou entre um sucesso mais ou menos e o sucesso retumbante. Afinal, faturar é preciso. Lucrar, idem. E, para isso, o ponto de venda precisa ser mais do que bonito. Precisa funcionar como uma máquina de vendas.

É esse o foco do grupo que a GrowBiz, em conjunto com a J2B, vai levar para a Convenção Anual da NRF – National Retail Federation, em Nova York, em janeiro de 2010: o DESIGN QUE VENDE.

Se você se interessa por Varejo, clique aqui para conhecer o programa detalhado – inclusive alguns eventos dos quais só quem for do nosso grupo vai poder participar, como, por exemplo, uma palestra fechada com o grande Paco Underhill, especialista em comportamento de consumo e autor do livro “Why We Buy?”.

Atenção: Não levaremos um grupo grande, porque queremos garantir que cada um receberá a atenção especial e individualizada que merece, de acordo com suas necessidades e seus interesses específicos. Restam pouquíssimas vagas!

Leia aqui o artigo de Paco Underhill publicado no Washington Post sobre a necessidade de mudança de foco no faturamento varejista frente às oscilações da economia. (link em inglês)

3 de dezembro de 2009 at 12:58 Deixe um comentário

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